A Nintendo finalmente tirou o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time do modo teaser. Na Direct de 40 anos da franquia, exibida nesta terça-feira (8), a empresa mostrou o primeiro gameplay real do jogo e cravou a data: 5 de novembro de 2026, exclusivo para Nintendo Switch 2.

Quem apresentou foi Eiji Aonuma, produtor da série. Ele conduziu a demonstração pela Floresta Kokiri, pela Grande Árvore Deku, pelo Campo de Hyrule e pelo Castelo de Hyrule, na mesma ordem que qualquer pessoa que jogou o original em 1998 reconhece de olhos fechados. O preço anunciado foi de US$ 59,99, com equivalentes de £ 49,99 e € 59,99.

Primeiro trailer de gameplay do remake, exibido na Direct de 40 anos de The Legend of Zelda. Crédito: Divulgação / Nintendo

Bonito, e mais próximo do original do que parecia

A direção de arte é o assunto do dia. A Nintendo abandonou o visual estilizado do remaster de 3DS e foi para ambientes com textura densa, iluminação volumétrica e um Link criança redesenhado do zero. Parte do público adorou, parte reclamou que o rosto dos personagens escorregou para o vale da estranheza. Ver o Campo de Hyrule com esse tratamento é uma das cenas mais bonitas que a Nintendo já colocou em um trailer, isso dá pra dizer sem exagero.

O que impressiona é o quanto o resto continua igual. Estruturalmente, o remake é praticamente um 1:1 com o jogo de Nintendo 64. As dungeons, a ordem, os cenários e o ritmo estão lá. A Nintendo até manteve de propósito algumas telas de transição, como a da Grande Árvore Deku e a do Campo de Hyrule, enquanto entradas de lojas e outros ambientes agora abrem sem corte.

O que mudou no controle

As mexidas são de conforto, não de reinvenção:

  • Pulo em botão, coisa que o original de N64 nunca teve, já que Link pulava sozinho na beirada
  • Câmera com giro livre nos cenários
  • Link consegue nadar se cair na água em vez de ser devolvido para a margem
  • Dash logo depois do rolamento, para atravessar mapa mais rápido
  • Troca rápida de itens e armas
  • Mira do estilingue por controle de movimento
  • Um menu chamado Threads of Time, que reúne progresso e objetivos ativos

A ocarina em si ganhou o tratamento mais criativo. O microfone embutido do Switch 2 capta o jogador assobiando ou cantarolando a melodia, e o Link toca junto. A Nintendo aproveitou e anunciou uma ocarina física de verdade, tocável, dentro da linha de produtos de aniversário. Quem quiser levar a brincadeira até o fim, agora dá.

Há ainda o ZELDA NOTES, extensão do jogo no aplicativo do Nintendo Switch, com registro diário de progresso, uma modalidade de dicas inspirada nas Gossip Stones, função de tocar ocarina e um quiz com mais de duas mil perguntas sobre a série.

A trilha foi refeita, e dá pra ouvir agora

A parte musical é o outro salto óbvio. As faixas foram rearranjadas e regravadas para um acabamento mais cinematográfico, e o tema de título do remake já está disponível no Nintendo Music, o aplicativo de streaming liberado para assinantes do Nintendo Switch Online, como lançamento especial. É uma leitura orquestral do tema clássico, com cerca de um minuto.

Vale ouvir antes de ler qualquer opinião sobre o assunto. A Nintendo não divulgou um detalhamento oficial da produção da trilha, então créditos de arranjo e gravação ainda não vieram.

Vinte e oito anos depois, Ocarina of Time fala português

Aqui está a parte que muda o jogo para quem lê a Blast. O remake chega com dublagem completa e texto em português do Brasil, confirmado pela Nintendo Brasil no mesmo dia, com um trailer localizado.

Isso é maior do que parece por dois motivos.

O primeiro é que nenhuma versão anterior de Ocarina of Time saiu oficialmente em português. Foram 28 anos passando por Nintendo 64, GameCube, Virtual Console, o remaster de 3DS em 2011 e o catálogo do Switch Online, sempre em inglês ou japonês. Quem jogou no Brasil jogou com dicionário do lado, com detonado de revista ou com tradução de fã.

O segundo é que o original praticamente não tinha vozes. A história inteira era contada em caixas de texto, e o elenco se resumia a grunhidos e gritos. O remake expande as cenas e coloca personagens falando de verdade, com mais linhas de diálogo. Ou seja, a dublagem brasileira não está traduzindo falas antigas, está dando voz a personagens que nunca tiveram uma.

O elenco começou a ser revelado no fim do trailer nacional:

  • Flávia Narciso como Navi
  • Bianca Lua como Zelda e Sheik
  • Fábio Azevedo como Ganondorf
  • Fernanda Keller como Impa
  • Junio Nanneti como Darunia
  • Sicilia Vidal como Saria

E ainda teve mais na Direct

O jogo não veio sozinho. A Nintendo confirmou o Nintendo Switch 2 – The Legend of Zelda – 40th Anniversary Edition, console com design temático da Triforce, para 29 de outubro de 2026, acompanhado de um Pro Controller 2 combinando e de um case de transporte. No Japão, o comunicado oficial marcou o preço em 62.980 ienes, e o pacote não inclui jogo.

Também apareceram as primeiras cópias físicas com arte em foil texturizado estampando o Link criança, em tiragem limitada, o logo oficial do filme de The Legend of Zelda, marcado para 30 de abril de 2027, uma turnê de concertos comemorativa que começa em Tóquio e passa por América do Norte, Europa e Austrália ao longo de 2027, uma exposição de 40 anos no Nintendo Museum, um set de LEGO do Link com a Epona e figuras da Hasbro.

E aí, você volta pra Hyrule?

A pergunta que interessa: com dublagem brasileira e trilha regravada, isso te convence a rejogar uma aventura que você provavelmente já zerou umas cinco vezes? Ou você é do time que preferia que a Nintendo tivesse mexido menos no visual?

Conta pra gente nos comentários e vota na enquete. A gente quer saber quantos aqui vão encarar o Templo da Água de novo, mas dessa vez com a Navi falando português.

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Comentários
2 comentários
Lujon1 semana atrás(editado)
Esse jogo tem tudo pra ser excelente! Mas olhando esses gráficos eu acho que perde um pouco daquele fator nostalgia de quem jogou quando era criança, como foi o meu caso. Ocarina of Time é o meu jogo favorito! Eu gostei mais da paleta de cores do clássico do que vi até agora nesse remake, você percebe que algumas cores eram mais vibrantes, tipo a cor do cabelo da Saria. Eu acho que tem espaço pra otimizar os controles e também diminuir a quantidade de textos que era algo que me incomodava um pouco no jogo original de 1998. Pena que não vai sair pra PC 😭
Fhelipe3 semanas atrás
Duas palavras Para - Bens! no aguardo para a Nintendo anunciar o remake de Chorno Trigger é FFVI.